Absoluto

Manuel Dionisio, Luanda, Angola. Jornalista, Critico de Arte, Escritor. Em que lugar, em que tempo estamos? Estamos hoje e aqui. O passado não existe, perdeu-se. Vivemos na crista de uma onda em que na verdade nada muda. Tudo é imutável, e contudo… move-se. A subtileza desse movimento, porém, induz uma apreciação relativa do tempo, cuja verdadeira essência e importância nos escapam. Qual é, então, o segredo do tempo? O seu movimento? Na verdade, estamos perante todo um jogo de ilusões. O tempo é fruto da ilusão do espaço em movimento. E contudo, a luz que chega das estrelas longínquas foi emitida há tanto tempo que muitas delas já não existem. Mas Delas ainda vemos luz. É nesta reflexão que importa ler o Absoluto que Hildebrando de Melo pinta. E como pinta. E quiçá o mais misterioso, porque pinta. E para quem.

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